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sexta-feira, 9 de outubro de 2015

" POPULISMO " NO BRASIL : História visual

 
 
 
 
 
 
Arquivos de Historiologia do Prof. Jarbas Vilela


Subsídios para você enriquecer sua cultura e conhecimentos.

















 
Queda do  "Estado Novo"
e  Governo  José Linhares







Promulgação da  Constituição de 1946






Governo do  Gal. Eurico  Gaspar Dutra





Aeroporto de Congonhas 
[inaugurado em 1950]






Governo  Vargas
( 1951 - 1954 )






Governo  Vargas
( 1951 - 1954 )






O atentado da  Rua Tonelero
contra Carlos Lacerda, atinge o Major Rubens Florentino Vaz







As cartas  de  despedida e testamento
de  Getúlio  Vargas






A crise política do pós suicídio de Vargas
( 1954 - 1956 )






A carreira política de  Juscelino  Kubitschek








O governo  JK
( 1956 - 1961

                            
 
 
Busca de apoio internacional / cerimonial da posse 
 
 
 
 
 
Revolta de Jacareacanga / movimento sindical 
 
 
 
 
Construção de Brasília / Desenvolvimentismo / ISEB /
compra do porta-aviões "Minas Gerais" / industrialização e capital estrangeiro 


 
Modernização / Copa de 58 / tensões sociais / SUDENE /
greve dos marítimos (59)



FMI  X  "Plano de Metas" / Operação Pan-Americana /
indústria automobilística / EUA  X  Comunismo / visita de Eisenhauer



Caravana da Integração Nacional / Inauguração de Brasília  (21/4/60) /
Campanhas eleitorais
 


 
Revolta de Aragarças /
 "Jânio vem aí": eleições, vitória e posse.






Os governos  de
Jânio Quadros  ( 1961 ), 
João Goulart     ( 1961 - 1964 )
e o  Golpe Militar de 64




A esposa do Presidente João Goulart, D. Maria Tereza, é considerada a mais bonita das Primeiras-Damas do Brasil e seu porte altaneiro rivalizava com o de Jaqueline Kennedy
 




Cartas do  exílio  de  JK








Depoimentos sobre  JK 











 

quinta-feira, 8 de outubro de 2015

BRASIL "ERA VARGAS" : História visual








Arquivo de Historiologia do Prof. Jarbas Vilela


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Foto oficial de Getúlio Vargas como Presidente












Moral e Civismo  em disco  ( 1931 )





 
 
 
A  Revolução de 1930  e  a  Era  Vargas
in  Telecurso  2º Grau, 1988.
 
 

 
 
 
 
 
 
A  Revolução de 1932  -  MMDC
in  Globo Repórter
 
 
 
 
 
 
 
 
O  Governo Provisório
(1930 - 1934)
 
 
 
 
 
 
 
 
O Governo  Constitucional 
(1934 - 1937)
 
 
 
 
 
 
 
 
 
O  "Estado  Novo"
(1937 - 1945)
 
 
 
 
 
 
 
 
 
O  "Estado  Novo"  na  2ª  Guerra  Mundial 
 
 
 
 
 
 
 
Canção do Expedicionário
FEB  -  Força Expedicionária Brasileira  :  incorporada ao V Exército Aliado, lutou bravamente na Itália, apesar de despreparada, alcançando importantes vitórias em Castelnuovo, Colecchio, Montese, Monte Castello e outros.
Temos em Pistóia, um cemitério aos "pracinhas" que tombaram em batalhas  -  suas cinzas foram trazidas ao Brasil em 1960 e depositadas no Monumento aos Mortos,  no Aterro do Flamengo - Rio de Janeiro. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Getúlio  Vargas,  o político
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

 

BRASIL "REPÚBLICA VELHA" : História visual











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Benedito Calixto  -  Proclamação da República.





ALÉM DOS QUADROS PINTADOS E DAS FOTOGRAFIAS, AS  
IMAGENS EM MOVIMENTO   REGISTRARAM O INICIO DA VIDA REPUBLICANA BRASILEIRA.












Notas importantes :





O movimento militar que cercou o palácio do governo, no Rio de Janeiro, na madrugada do 15 de novembro de 1889, tinha como objetivo a derrubada do Ministério Ouro Preto. 

O Mal. Deodoro da Fonseca, mesmo com dispinéia, foi forçado por seus colegas de altas patente a liderar a derrubada do Gabinete.

Consumado o ato, telegrafaram a D.Pedro II, que se achava em Petrópolis, para que viesse ao Rio escolher outro Primeiro Ministro  -  pois o nosso regime político era o Parlamentarismo.

Tendo se aglomerado um pequeno número de pessoas inquietas no Campo de Santana  (hoje,  Praça 15 de Novembro), curiosas em saber sobre o porquê das tropas e dos canhões assestados contra o prédio do Ministério, iniciam um tumulto, imaginando que os militares ali estavam para derrubar a Monarquia  e não apenas o Gabinete.

Começam a gritar  "Viva a República" !  "Viva a República" ! ... 
O Mal. Floriano Peixoto e outros oficiais, desta forma, convence Deodoro a proclamar a República.
E mesmo contrariado, pois era amigo pessoal do imperador, trazem-lhe um cavalo, ajudam-no a assentar-se nele e, levado para perto daquelas pessoas que gritavam, Deodoro acena-lhes e pronuncia junto :  "Viva a República"  !

Quando D. Pedro chegou à capital, embora se esforçasse muito, não conseguiu nomear outro Ministro. 
A notícia da proclamação da República tinha se alastrado e a mudança do regime político era um fato consumado.


A bandeira do Império fôra arreada de muitos mastros e em seu lugar tremulava a  bandeira do Clube Republicano, totalmente inspirada na bandeira dos Estados Unidos da América, embora com as cores do Brasil.









Naquela noite do 15 de novembro, reuniram-se na Câmara do Rio de Janeiro os líderes do movimento e o Mal. Deodoro é empossado como  Chefe do Governo Provisório.
Ele assina um Manifesto ao povo e  o  Decreto Nº 1, estabelecendo, entre outras medidas :

-  a  "República dos Estados Unidos do Brazil",
-  a  renomeação das Províncias em  Estados,
-  o  banimento da  família imperial,
-  a  criação de nova  bandeira, do escudo de armas e do hino nacional.
-  a  convocação de uma Constituinte
....





O próprio Deodoro interferia na elaboração das novas simbologias republicanas.

Por exemplo, o brasão de Armas da República foi todo inspirado na  Estrela Flamejante da Maçonaria,  pois Deodoro era Grão-Mestre dessa Sociedade.

Repare a Estrela de Davi, os raios luminosos e a letra  "G" (= Gnose / sabedoria) é perfeitamente identificável se você unir as 5 estrelas do Cruzeiro do Sul.
Outro elemento maçônico é o gladio (espada).
Ramos de café e de fumo e a fita inscrita com "Estados Unidos do Brazil"  "15 de novembro de 1889"  dão o acabamento ao brasão.







Bandeira Presidencial do Brasil
A denominação "República Federativa do Brasil" foi criada durante a Ditadura Militar.







Quanto ao Hino Nacional, foi criado um concurso para a sua escolha, do qual participaram vários compositores.
O vencedor foi o que chamamos de  "Hino da Proclamação da República" ...   mas Deodoro oficializou  como  "Hino Nacional"  a marcha que era comumente executada nas aparições de D. Pedro II,  composta por  Francisco Manoel da Silva. 



O Império não conheceu um hino, mas essa marcha passou a ser muito apreciada e assoviada pelos súditos.

A letra foi acrescentada quase 100 anos depois ...






A bandeira, criada em 19 de novembro, conservou as cores de Portugal e da Áustria  ( = casamento D.Pedro I  e D.Leopoldina).

Diminuiu-se o tamanho do losango e no lugar do brasão imperial colocou-se uma abóbada representando o céu daquela noite histórica  (as estrelas das constelações representam cada Estado), com uma faixa contendo a mensagem  "Paz ( = a cor branca), Ordem e Progresso",  lema do  Positivismo.






Em 'Heráldica'  -  ciência que estuda os brasões e escudos  -  o losango representa a mulher  (na bandeira imperial simbolizava a imperatriz). 

Assim,
 
a bandeira brasileira
 é a única bandeira do mundo
 que presta homenagem
 às mulheres. 
 
Você sabia disso  ?












A República Velha :
in  Telecurso  2º Grau, 1988.




Marechal Cândido Rondon e os indígenas :
as primeiras filmagens  (1890).





O cenário de  Canudos-BA  :
conflito ( 1896/7)  entre as oligarquias  e  Antônio Conselheiro.

 




As classes  Média  e  Operária.




O processo da industrialização no Brasil.
 
 in  Telecurso 2º Gráu, 1988.
 

 
 
Indústria e Trabalho  (1).
 
 
 

 
 
Indústria e Trabalho  (2).
 
 


 
 
O Pe. Cícero Romão Batista 
(Padim Ciço), 'coronel de batina',  lidera em 1911,  o  'Pacto dos Coronéis'.
 
 
 
 O fenômeno do "coronelismo" garantia a eleição dos candidatos preferenciais do governo, através do "voto de cabresto", assim como a  "política do café-com-leite" :  a alternância de São Paulo e Minas na presidência  da República.
 

 
 
Beleza  feminina :  as misses.
 
 
 
 



 
As eleições de 1922  -  Arthur Bernardes.
 
 
 
 


 
Revolta Tenentista- SP 
(1924)
 
 
 
 
 
Revolta Tenentista- RS 
(1924)
 

Os militantes tenentistas paulistas e os militantes tenentistas gaúchos, encontraram-se em  Fóz do Iguaçu, dando inicio à  Coluna Prestes, que percorreu 25.000 km. do interior do Brasil  (do sul ao nordeste), divulgando sua ideologia revolucionária, sendo incansavelmente perseguida pelas tropas do governo, até se internar na Bolívia, onde se desfez.
Seu grande líder foi  LUIS CARLOS PRESTES. 
 



 
Posse de Washington Luiz 
(1926)





 
 
Candidatura de Júlio Prestes 
(1930)





  
Campanha eleitoral de 1930.
 




 
A Revolução de 1930
e a  deposição de  Washington Luiz.
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 



 

quarta-feira, 7 de outubro de 2015

HINOS DO BRASIL : você os conhece ?










HINO  NACIONAL  BRASILEIRO

Poema :     Joaquim Osório Duque Estrada
Música :     Francisco Manoel da Silva






 
 

Ouviram do Ipiranga as margens plácidas
De um povo heroico o brado retumbante,
E o sol da liberdade, em raios fúlgidos,
Brilhou no céu da pátria nesse instante.
 
Se o penhor dessa igualdade
Conseguimos conquistar com braço forte,
Em teu seio, ó liberdade,
Desafio o nosso peito a própria morte !
 
Ó pátria amada,
Idolatrada,
Salve !  Salve !
 
Brasil, um sonho intenso, um raio vívido
De amor e de esperança à terra desce,
Se em teu formoso céu, risonho e límpido,
A imagem do Cruzeiro resplandece.
 
Gigante pela própria natureza,
És belo, és forte, impávido colosso,
E o teu futuro espelha essa grandeza.
 
Terra adorada.
Entre outras mil,
És tu, Brasil,
Ó pátria amada !
Dos filhos deste solo és mãe gentil,
Pátria amada,
Brasil !
 
 
///
 
 
Deitado eternamente em berço esplêndido,
Ao som do mar e à luz do céu profundo,
Fulguras ó Brasil, florão da América,
Iluminado ao sol do Novo Mundo !
 
Do que a terra mais garrida,
Teus risonhos, lindos campos têm mais flores ;
"Nossos bosques têm mais vida",
"Nossa vida" no teu seio "mais amores".
 
Ó pátria amada,
Idolatrada,
Salve !  Salve !
 
Brasil, de amor eterno seja símbolo
O lábaro que ostentas estrelado,
E diga o verde-louro dessa flâmula
-  Paz no futuro e glória no passado.
 
Mas, se ergues da justiça a clava forte,
Verás que um filho teu não foge à luta,
Nem teme, quem te adora, a própria morte.
 
Terra adorada.
Entre outras mil,
És tu, Brasil,
Ó pátria amada !
 
Dos filhos deste solo és mãe gentil,
Pátria amada,
Brasil  !
 













 
 
HINO  DA  INDEPENDÊNCIA  DO  BRASIL
 

 
Poema    :   Evaristo da Veiga
Música    :   D.Pedro  I
 
 
 
 
 
 




  
 
Já podeis, da Pátria filhos,
Ver contente a mãe gentil;
Já raiou a liberdade
No horizonte do Brasil.

Brava gente brasileira!
Longe vá... temor servil:
Ou ficar a pátria livre
Ou morrer pelo Brasil.

Os grilhões que nos forjava
Da perfídia astuto ardil...
Houve mão mais poderosa:
Zombou deles o Brasil.

Brava gente brasileira!
Longe vá... temor servil:
Ou ficar a pátria livre
Ou morrer pelo Brasil.

Não temais ímpias falanges,
Que apresentam face hostil;
Vossos peitos, vossos braços
São muralhas do Brasil.

Brava gente brasileira!
Longe vá... temor servil:
Ou ficar a pátria livre
Ou morrer pelo Brasil.

Parabéns, ó brasileiro,
Já, com garbo varonil,
Do universo entre as nações
Resplandece a do Brasil.

Brava gente brasileira!
Longe vá... temor servil:
Ou ficar a pátria livre
Ou morrer pelo Brasil.


 


HINO  DA  PROCLAMAÇÃO  DA  REPÚBLICA

Poema   :   Medeiros e Albuquerque
Música   :   Leopoldo Augusto Miguez





 
 
Seja um pálio de luz desdobrado,
Sob a larga amplidão destes céus.
Este canto rebel, que o passado
Vem remir dos mais torpes labéus!

Seja um hino de glória que fale
De esperanças de um novo porvir!
Com visões de triunfos embale
Quem por ele lutando surgir!

Liberdade! Liberdade!
Abre as asas sobre nós,
Das lutas na tempestade
Dá que ouçamos tua voz

Nós nem cremos que escravos outrora
Tenha havido em tão nobre País...
Hoje o rubro lampejo da aurora
Acha irmãos, não tiranos hostis.

Somos todos iguais! Ao futuro
Saberemos, unidos, levar
Nosso augusto estandarte que, puro,
Brilha, ovante, da Pátria no altar !

Liberdade! Liberdade!
Abre as asas sobre nós,
Das lutas na tempestade
Dá que ouçamos tua voz

Se é mister que de peitos valentes
Haja sangue em nosso pendão,
Sangue vivo do herói Tiradentes
Batizou neste audaz pavilhão!

Mensageiro de paz, paz queremos,
É de amor nossa força e poder,
Mas da guerra, nos transes supremos
Heis de ver-nos lutar e vencer!

Liberdade! Liberdade!
Abre as asas sobre nós,
Das lutas na tempestade
Dá que ouçamos tua voz

Do Ipiranga é preciso que o brado
Seja um grito soberbo de fé!
O Brasil já surgiu libertado,
Sobre as púrpuras régias de pé.

Eia, pois, brasileiros avante!
Verdes louros colhamos louçãos!
Seja o nosso País triunfante,
Livre terra de livres irmãos!

Liberdade! Liberdade!
Abre as asas sobre nós!
Das lutas na tempestade
Dá que ouçamos tua voz!






HINO  À  BANDEIRA
 
 
Poema   :   Olavo Bilac
Música   :   Francisco Braga

 
 
 
 
 
 

Salve lindo pendão da esperança!
Salve símbolo augusto da paz!
Tua nobre presença à lembrança
A grandeza da Pátria nos traz.

Recebe o afeto que se encerra
em nosso peito juvenil,
Querido símbolo da terra,
Da amada terra do Brasil!

Em teu seio formoso retratas
Este céu de puríssimo azul,
A verdura sem par destas matas,
E o esplendor do Cruzeiro do Sul.

Recebe o afeto que se encerra
Em nosso peito juvenil,
Querido símbolo da terra,
Da amada terra do Brasil!

Contemplando o teu vulto sagrado,
Compreendemos o nosso dever,
E o Brasil por seus filhos amado,
poderoso e feliz há de ser!

Recebe o afeto que se encerra
Em nosso peito juvenil,
Querido símbolo da terra,
Da amada terra do Brasil!

Sobre a imensa Nação Brasileira,
Nos momentos de festa ou de dor,
Paira sempre sagrada bandeira
Pavilhão da justiça e do amor!

Recebe o afeto que se encerra
Em nosso peito juvenil,
Querido símbolo da terra,
Da amada terra do Brasil!


 
 
 
 
HINO  DA  MARINHA
( Cisne Branco )
 
 
Poema   :   Antônio Manoel do Espírito Santo 
Música   :   Benedito Xavier de Macedo
 

 
 
 
 

Qual cisne branco que em noite de lua
Vai deslizando num lago azul.
O meu navio também flutua
Nos verdes mares de Norte a Sul.

Linda galera que em noite apagada
Vai navegando num mar imenso
Nos traz saudades da terra amada
Da Pátria minha em que tanto penso.

(repete)

Qual linda garça que aí vai cortando os ares
Vai navegando sob um belo céu de anil
Minha galera também vai cortando os mares
Os verdes mares, os mares verdes do Brasil.

(repete)

Quanta alegria nos traz a volta
À nossa Pátria do coração
Dada por finda nossa derrota
Temos cumprido nossa missão.

 






CANÇÃO  DO  EXPEDICIONÁRIO

Poema   :  Guilherme de Almeida
Música   :  Spartaco Rossi 


 




Você sabe de onde eu venho ?
Venho do morro, do Engenho,
Das selvas, dos cafezais,
Da boa terra do coco,
Da choupana onde um é pouco,
Dois é bom, três é demais,
Venho das praias sedosas,
Das montanhas alterosas,
Dos pampas, do seringal,
Das margens crespas dos rios,
Dos verdes mares bravios
Da minha terra natal.

Por mais terras que eu percorra,
Não permita Deus que eu morra
Sem que volte para lá;
Sem que leve por divisa
Esse "V" que simboliza
A vitória que virá:
Nossa vitória final,
Que é a mira do meu fuzil,
A ração do meu bornal,
A água do meu cantil,
As asas do meu ideal,
A glória do meu Brasil.

Eu venho da minha terra,
Da casa branca da serra
E do luar do meu sertão;
Venho da minha Maria
Cujo nome principia
Na palma da minha mão,
Braços mornos de Moema,
Lábios de mel de Iracema
Estendidos para mim.
Ó minha terra querida
Da Senhora Aparecida
E do Senhor do Bonfim!

Por mais terras que eu percorra,
Não permita Deus que eu morra
Sem que volte para lá;
Sem que leve por divisa
Esse "V" que simboliza
A vitória que virá:
Nossa vitória final,
Que é a mira do meu fuzil,
A ração do meu bornal,
A água do meu cantil,
As asas do meu ideal,
A glória do meu Brasil.

Você sabe de onde eu venho ?
E de uma Pátria que eu tenho
No bôjo do meu violão;
Que de viver em meu peito
Foi até tomando jeito
De um enorme coração.
Deixei lá atrás meu terreno,
Meu limão, meu limoeiro,
Meu pé de jacaranda,
Minha casa pequenina
Lá no alto da colina,
Onde canta o sabiá.

Por mais terras que eu percorra,
Não permita Deus que eu morra
Sem que volte para lá;
Sem que leve por divisa
Esse "V" que simboliza
A vitória que virá:
Nossa vitória final,
Que é a mira do meu fuzil,
A ração do meu bornal,
A água do meu cantil,
As asas do meu ideal,
A glória do meu Brasil.

Venho do além desse monte
Que ainda azula o horizonte,
Onde o nosso amor nasceu;
Do rancho que tinha ao lado
Um coqueiro que, coitado,
De saudade já morreu.
Venho do verde mais belo,
Do mais dourado amarelo,
Do azul mais cheio de luz,
Cheio de estrelas prateadas
Que se ajoelham deslumbradas,
Fazendo o sinal da Cruz !

Por mais terras que eu percorra,
Não permita Deus que eu morra
Sem que volte para lá;
Sem que leve por divisa
Esse "V" que simboliza
A vitória que virá:
Nossa vitória final,
Que é a mira do meu fuzil,
A ração do meu bornal,
A água do meu cantil,
As asas do meu ideal,
A glória do meu Brasil.


 
 
 

HINO  DO  EXÉRCITO

Poema    :  Ten.Cel. Alberto Augusto Martins
Música   :  T. de Magalhães









Nós somos da Pátria a guarda,
Fiéis soldados,
Por ela amados.
Nas cores de nossa farda
Rebrilha a glória,
Fulge a vitória.

Em nosso valor se encerra
Toda a esperança
Que um povo alcança.
Quando altiva for a Terra
Rebrilha a glória,
Fulge a vitória.
A paz queremos com fervor,
A guerra só nos causa dor.
Porém, se a Pátria amada
For um dia ultrajada
Lutaremos sem temor.

Como é sublime
Saber amar,
Com a alma adorar
A terra onde se nasce!
Amor febril
Pelo Brasil
No coração
Nosso que passe.
E quando a nação querida,
Frente ao inimigo,
Correr perigo,
Se dermos por ela a vida
Rebrilha a glória,
Fulge a vitória.
Assim ao Brasil faremos
Oferta igual
De amor filial.
E a ti, Pátria, salvaremos!
Rebrilha a glória,
Fulge a vitória.

A paz queremos com fervor,
A guerra só nos causa dor.
Porém, se a Pátria amada
For um dia ultrajada
Lutaremos sem temor.












HINO   DA   AERONÁUTICA
( Hino do Aviador )

Poema   :   Cap. Armando Serra Menezes
Música   :   Ten. João Nascimento


 
 
 
 
 

Vamos filhos altivos dos ares
Nosso vôo ousado alçar,
Sobre campos cidades e mares,
Vamos nuvens e céus enfrentar.
D'Astro-Rei desfaiamos os cimos,
Bandeirantes audazes do azul.
Às estrelas, de noite, subimos,
Para orar ao Cruzeiro do Sul
Contato ! Companheiros !
Ao vento, sobranceiros,
Lancemos o roncar
Da hélice a girar.
Contato ! Companheiros !
Ao vento, sobranceiros,
Lancemos o roncar
Da hélice a girar
Mas se explode o corisco no espaço
Com a metralha, na guerra, a rugir
Cavaleiros do século do aço
Não nos faz o perigo fugir
Não importa a tocaia da morte
Pois que a Pátria, dos céus no altar
Sempre erguemos de ânimo forte
O holocausto da vida, a voar
Contato ! Companheiros !
Ao vento, sobranceiros,
Lancemos o roncar
Da hélice a girar.
Contato ! Companheiros !
Ao vento, sobranceiros,
Lancemos o roncar
Da hélice a girar.